Toxina Botulínica tipo A tem virtualmente revolucionado
o tratamento minimamente invasivo da face superior. Em 1895,
34 membros do clube de músicos, em Elezelles (Bélgica),
passaram mal e 3 deles morreram após comerem presunto
salgado cru. Após este evento, o Prof. E. Van Ermengem
descobriu a causa desta calamidade, o micróbio que
foi chamado
Clostridium botulinum. A
Toxina Botulínica
é produzida por esta bactéria anaeróbica.
A
Toxina Botulínica é uma exotoxina que
é liberada da bactéria intacta em cultura.
Tentativas de purificação da toxina começaram
em 1920 por Herman Sommer. Porém, isto não
foi conseguido até 1946, quando o tipo A foi purificado
em forma cristalina. Este trabalho foi desenvolvido por
Edward J. Shantz em Maryland em Novembro de 1979. Shantz
preparou um lote de Toxina Botulínica tipo
A que recebeu aprovação do FDA e foi a origem
de toda a Toxina Botulínica até o novo
lote ser aprovado em 1997.
Em 1950, Vernon Brooks sugeriu a possibilidade terapêutica
da toxina no tratamento da hiperfuncionalidade muscular.
No fim dos anos 60, Alan Scott pesquisou uma alternativa
não cirúrgica para o tratamento farmacológico
do estrabismo, pelo enfraquecimento da musculatura extra-ocular.
Ele experimentou diversos agentes incluindo a Toxina
Botulínica do tipo A. Seus estudos em macacos,
que foram publicados em 1973, sugeriram que o Tipo A era
o mais eficaz dos agentes e então sugeriu a sua possibilidade
clínica. Desde então, começou a era
da Toxina Botulínica. Scott descreveu vários
dos futuros usos clínicos da Toxina Botulínica
tipo A em 1973. Permaneceu relegado até 1978,
quando Scott começou os experimentos em humanos.
Ele tratou, primeiramente, um individuo por razões
estéticas em meados dos anos 80. Então, tanto
no uso clínico da toxina como o uso estético
devem ser atribuídos a Scott.
Os Doutores Jean (oftalmologista) e Alaister Carruthers
(dermatologista) vislumbraram a possibilidade cosmética
do tipo A em 1987 quando uma paciente com blefarospasmo
que teve a aparência relaxada após tratamento
na área glabelar. Diante dos anseios do Tromovich,
Carruthers começaram pelo tratamento da glabela e
por um pequeno canto do pé de galinha com Toxina
Botulínica tipo A. Embora um abstract tenha sido
publicado em 1990, a primeira apresentação
ocorreu em 1991 que foi publicada em 1992. Esses estudos
mudaram a visão da Toxina Botulínica tipo
A diante da cirurgia dermatológica.
O efeito terapêutico da Toxina Botulínica
é relatado pelo bloqueio periférico da atividade
neuromuscular que causa enfraquecimento muscular. Esta denervação
química é efetiva tanto para músculos
estriados quanto para glândulas écrinas. Uma
diminuição da contração da musculatura
adjacente causa um achatamento da pele da face e uma melhora
significativa da aparência estética..
Comercialmente, temos no momento, no mercado brasileiro,
três marcas de Toxina: BOTOX®, Dysport e Prosigne.
Suas indicações terapêuticas são
estéticas (face, pescoço e colo), hiperidrose
( mãos, pés, axilas, couro cabeludo), enxaqueca,
blefaroespasmo, estrabismo e hipercinesia muscular.
Eliminação
das marcas de expressão: